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Eleição na Colômbia opõe reformas de esquerda a propostas de segurança da direita

Um trabalhador organiza as cabines de votação no Coliseo El Pueblo, em Cali, departamento de Valle del Cauca, Colômbia, em 30 de maio de 2026, na véspera da...

Eleição na Colômbia opõe reformas de esquerda a propostas de segurança da direita
Eleição na Colômbia opõe reformas de esquerda a propostas de segurança da direita (Foto: Reprodução)

Um trabalhador organiza as cabines de votação no Coliseo El Pueblo, em Cali, departamento de Valle del Cauca, Colômbia, em 30 de maio de 2026, na véspera da eleição presidencial. AFP Os colombianos votam neste domingo (31) no primeiro turno da eleição presidencial. A disputa reúne um candidato de esquerda que promete ampliar as reformas iniciadas pelo governo atual, um empresário independente que defende reforço na segurança e uma senadora de direita que busca se tornar a primeira mulher a governar o país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 O esquerdista Ivan Cepeda, senador de 63 anos, lidera as pesquisas de opinião, mas aparece distante dos 50% de apoio necessários para evitar um segundo turno em junho. Os levantamentos indicam que ele deve enfrentar uma disputa mais difícil nessa etapa, quando eleitores de direita e de centro não terão mais vários candidatos para escolher. Cepeda, filho de um líder comunista assassinado, prometeu buscar a paz com grupos armados ilegais por meio de negociações, política que teve pouco avanço sob o atual presidente Gustavo Petro. Ele também planeja aprofundar reformas destinadas a reduzir a desigualdade e a pobreza, incluindo aumento de impostos para trabalhadores de alta renda, a entrega de 1 milhão de hectares a vítimas do conflito interno de seis décadas no país e a ampliação da cobertura de saúde. Colômbia vai às urnas na eleição mais violenta em décadas Logo atrás dele nas pesquisas está o advogado e empresário Abelardo De La Espriella, que nunca ocupou um cargo eletivo e cujo estilo e propostas políticas têm sido comparados aos do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Apresentando-se como um outsider sem ligação com a política tradicional, De La Espriella, de 47 anos, propôs uma ofensiva contra grupos armados ilegais, a construção de 10 megaprisões e a redução da pobreza por meio de melhorias em educação, saúde e moradia para os mais pobres. De La Espriella, que já representou legalmente figuras controversas, incluindo o bilionário Alex Saab, afirma que Cepeda daria continuidade às políticas econômicas criticadas do governo Petro, entre elas a proibição de novos projetos petrolíferos. O advogado diz que financiou a campanha com recursos próprios, sem doações de partidos ou grandes empresas. A Reuters não conseguiu verificar essa alegação de forma independente. Em terceiro lugar está Paloma Valencia, senadora apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe e, até recentemente, a principal candidata de direita na disputa. Iván Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella são os favoritos na eleição da Colômbia Reuters A plataforma de Valencia tem semelhanças com a de De La Espriella, incluindo uma postura rígida contra corrupção, tráfico de drogas e grupos armados ilegais. Ela também defende incentivos fiscais para empresas criarem empregos e programas sociais para melhorar saúde, educação e habitação, financiados pela retomada da exploração de petróleo e gás. 🔎 Mais de 40 milhões de colombianos estão aptos a votar. Os locais de votação ficam abertos por oito horas a partir das 8h no horário local (13h GMT). Segundo as autoridades, os resultados definitivos são esperados por volta das 20h no horário local. Mais 41 milhões de colombianos vão às urnas neste domingo