Em dia decisivo para guerra no Irã, embaixadas brasileiras no Oriente Médio emitem alertas
EUA ameaçam 'destruir Irã' se não houver cessar-fogo até noite de terça-feira Diversas embaixadas brasileiras nos países do Oriente Médio estão emitindo...
EUA ameaçam 'destruir Irã' se não houver cessar-fogo até noite de terça-feira Diversas embaixadas brasileiras nos países do Oriente Médio estão emitindo alertas nesta terça-feira (7) para os brasileiros da região em meio a possível escalada do conflito entre Donald Trump e Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp 🔴 AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Às 21h (de Brasília) de hoje acaba o tempo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos para que os iranianos abram o Estreito de Ormuz — passagem estratégica por onde flui cerca de 20% do petróleo mundial. Desde manhã, segundo a agência Reuters, explosões estão sendo ouvidas em Doha, no Catar, ao mesmo tempo em que sirenes soam no Bahrein e sistemas de defesa antiaérea são ativados nos Emirados Árabes Unidos. Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas próximas ao aeroporto também foram alvejadas. Chamas foram vistas no local. Na capital catari, a embaixada brasileira soltou um comunicado com recomendações de segurança e prevenções. "🚨 ATENÇÃO, BRASILEIROS EM DOHA E REGIÃO: A atual escalada das tensões no Oriente Médio exige que a nossa comunidade no Catar mantenha a atenção e o preparo. Se você mora no país ou está aqui temporariamente, leia e siga estas orientações práticas de segurança," escreveu a embaixada em seu Instagram. Initial plugin text Até a publicação desta reportagem, quatro embaixadas já haviam divulgado alertas com recomendações de segurança para brasileiros na região. São elas: Embaixada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos; Embaixada em Doha, no Catar; Embaixada no Kuwait; e Embaixada no Bahrein. O dia decisivo na guerra Donald Trump Jonathan Ernst/Reuters Esta terça-feira pode ser considerada quase que 'o dia D' para o conflito no Oriente Médio. Isso porque Trump chegou a dizer em um post na Truth Social que 'uma civilização inteira morrerá esta noite', enquanto o primeiro-ministro do Paquistão, país que atua como mediador das negociações, pediu ao presidente dos EUA que adie o prazo dado a Teerã em duas semanas. Já a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica, um dos braços militares mais poderosos do Irã, disse que irá mobilizar a partir de agora "lançadores duplos de mísseis", capazes de desferir o dobro dos equipamentos usados até agora nos confrontos. A informação é da agência semioficial iraniana Tasnim. Em entrevista à agência Reuters, uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou que o país não vai reabrir Ormuz em troca de "promessas vazias" e ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb, "se a situação sair do controle". Esta é a única alternativa marítima ao fechamento de Ormuz, conectando o Oceano Índico ao Mar Vermelho. A autoridade iraniana ameaçou ainda deixar "todo o Oriente Médio no escuro" se os EUA atacarem as usinas de energia do Irã. Veja, abaixo, o que ocorreu nesta terça: Antes mesmo do ultimato expirar, os EUA já atacaram a estratégica ilha de Kharg, no Irã, segundo o vice-presidente J.D. Vance. Kharg, que estoca cerca de 90% de todo o petróleo produzido no Irã, foi atacada pela 2ª vez na guerra, mas sua infraestrutura petrolífera foi poupada novamente; Israel também não esperou o prazo e anunciou ter feito "amplos ataques" ao redor do território iraniano nesta terça, atingindo pontes, trens, aeroportos e edifícios. Entre os alvos estão uma ponte em Qom, uma das maiores cidades do país. Uma petroquímica em Shihaz também foi atingida; Várias explosões atingiram Teerã, e uma delas matou 9 pessoas, segundo a mídia local. Israel pediu que iranianos não viajem em trens, e ataques a ferrovias já foram registrados; O Irã revidou. Convocou a população a formar escudos humanos ao redor de usinas e anunciou que a época 'de boa vizinhança' com países do Golfo acabou e que abandonará qualquer contenção em novos ataques.