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EUA avaliam classificar PCC e CV como grupos terroristas por pressão da família Bolsonaro, diz jornal

Vista aérea mostra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro carregando uma enorme bandeira dos EUA em ato na Avenida Paulista, em SP, no 7 de Setembro. Nelso...

EUA avaliam classificar PCC e CV como grupos terroristas por pressão da família Bolsonaro, diz jornal
EUA avaliam classificar PCC e CV como grupos terroristas por pressão da família Bolsonaro, diz jornal (Foto: Reprodução)

Vista aérea mostra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro carregando uma enorme bandeira dos EUA em ato na Avenida Paulista, em SP, no 7 de Setembro. Nelson Almeida/AFP Os Estados Unidos estão considerando classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, após filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro pressionarem integrantes do governo de Donald Trump, segundo uma reportagem do jornal "The New York Times" publicada nesta sexta-feira (27). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com o jornal, com base em fontes do governo dos EUA, a possibilidade tem sido discutida pelo Departamento de Estado norte-americano nas últimas semanas, após contatos dos filhos do ex-presidente brasileiro. Oficialmente, o governo dos EUA não se pronunciou sobre a possibilidade. Mas, no ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs mais tarifas a produtos brasileiros e sancionou o ministro do STF Alexandre de Moraes em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. As tarifas e sanções caíram após negociações entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Veja os vídeos que estão em alta no g1 👉 Desde o início do seu mandato, Donald Trump, vem promovendo uma campanha para designar grupos criminosos de diferentes países da América Latina como organizações terroristas. No caso da Venezuela, a designação foi usada como pretexto para que Washington ordenasse uma operação militar perto das águas do país, que culminou na captura de Nicolás Maduro. A rigor, no entanto, grupos incluídos na lista de organizações terroristas do Departamento de Estado sofrem restrições e sanções econômicas. A Casa Branca argumenta que a designação é feita a grupos criminosos que impõem riscos à segurança interna norte-americana — a maioria é aplicada a cartéis do México, vizinho dos EUA —, o que não seria o caso das facções brasileiras. Mas no início do mês, durante uma cúpula com líderes da América Latina aliados ao governo Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, comunicou ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que Washington planejava incluir as facções brasileiras na lista de grupos terroristas. Na ocasião, o Brasil se opôs à ideia e também a um pedido de Rubio para que fizesse o mesmo. Eduardo Bolsonaro posta foto com o irmão Flávio no Bahrein Reprodução/X Itamaraty manifestou ao governo Trump oposição do Brasil à classificação de PCC e CV como terroristas