Guerra no Irã: governo Trump anuncia voos fretados para ajudar cidadãos americanos a deixar o Oriente Médio após críticas
Mais de 11 mil voos foram cancelados por causa da guerra no Oriente Médio O governo Trump anunciou nesta terça-feira (3) que está organizando voos fretados d...
Mais de 11 mil voos foram cancelados por causa da guerra no Oriente Médio O governo Trump anunciou nesta terça-feira (3) que está organizando voos fretados dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Jordânia para cidadãos americanos que desejem deixar o Oriente Médio em meio aos conflitos com o Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe a cobertura sobre o conflito em tempo real Em comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que está auxiliando ativamente na reserva de passagens de voos comerciais em países onde há disponibilidade; que está facilitando viagens para outros países nos que não têm; e que garantirá o fretamento de outros voos "conforme as condições de segurança permitirem", isentando os cidadãos de reembolsarem o governo por despesas de viagem. Ainda de acordo com o departamento, mais de 9 mil pessoas retornaram em segurança do Oriente Médio para os EUA nos últimos dias e quase 3 mil que seguem no exterior estão em contato direto com o telefone disponibilizado para a busca de assistência. A medida ocorre em reação a uma série de críticas feitas ao governo por parlamentares e outras autoridades, depois que muitos americanos afirmaram estar com dificuldade para retornar para casa. Os principais centros de aviação do Golfo, incluindo o aeroporto internacional mais movimentado do mundo, o de Dubai - que normalmente recebe mais de 1.000 voos por dia - permaneceram fechados pelo quarto dia consecutivo nesta terça-feira. Os preços das passagens aéreas dispararam . Nas redes sociais, senadores e deputados de ambos os partidos criticaram o fato do governo de Donald Trump não disponibilizar ajuda a seus cidadãos após dar uma orientação nesta segunda-feira (2) para que americanos deixassem 14 países. "Avisos para que os cidadãos evacuem 3 dias após o início desta guerra, quando o espaço aéreo está fechado, são um sinal claro de ZERO estratégia e planejamento por parte do governo Trump. Agora, os americanos têm opções limitadas para evacuar em um momento extremamente perigoso, sem qualquer assistência do governo", escreveu o senador democrata Andy Kim no X. A Embaixada dos EUA em Israel, por exemplo, falou em comunicado que estava sem condições de evacuar ou auxiliar diretamente os americanos a deixar Israel. Questionada sobre os ônibus disponibilizados pelo Ministério do Turismo israelense até a fronteira do Egito - uma alternativa devido ao fechamento do aeroporto internacional Ben Gurion -, afirmou que não poderia fazer nenhuma recomendação a favor ou contra, mas também não poderia garantir a segurança da rota. Em declarações à imprensa no Salão Oval, durante uma reunião com o primeiro-ministro alemão nesta terça, o presidente Donald Trump foi confrontado sobre a questão e se justificou: "Não houve plano de evacuação porque tudo aconteceu muito rápido". "Tudo foi destruído no Irã", diz Trump Trump diz que 'praticamente tudo foi destruído no Irã' No encontro com Merz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que sua ofensiva no Irã em parceria com Israel destruiu "praticamente tudo" no país do Oriente Médio e anunciou que uma nova onda de ataques ocorrerá "em breve". "Praticamente tudo foi destruído no Irã", declarou Trump durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, após reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz. Trump afirmou querer "alguém de dentro" do regime dos aiatolás para assumir o controle do país, mas que "a maior parte das pessoas que tínhamos em mente (para assumir) morreram". “A maioria das pessoas que tínhamos em mente está morta. E temos outro grupo. Eles também podem estar mortos, segundo relatos. Então teremos uma terceira onda, e muito em breve não vamos conhecer ninguém", afirmou. O presidente norte-americano reforçou que a ofensiva continuará pelas próximas semanas, com lançamento de mísseis e drones, e endossou novamente sua decisão de bombardear o Irã: "Eu ataquei porque achei que eles atacariam antes", disse. O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de março de 2026. Jonathan Ernst/ Reuters