Guerrilheiro apontado como 'sucessor de Escobar' anuncia trégua por eleições presidenciais na Colômbia
LÃder guerrilheiro colombiano Iván Mordisco discursa em evento em 16 de abril de 2023, em San Vicente del Caguán, Colômbia JOAQUIN SARMIENTO / AFP A dissidÃ...
LÃder guerrilheiro colombiano Iván Mordisco discursa em evento em 16 de abril de 2023, em San Vicente del Caguán, Colômbia JOAQUIN SARMIENTO / AFP A dissidência da extinta guerrilha das Farc comandada pelo guerrilheiro mais procurado da Colômbia, Iván Mordisco, anunciou, nesta sexta-feira (15), uma trégua para as eleições presidenciais de 31 de maio, marcadas por altos Ãndices de violência. Mordisco é comparado pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, a Pablo Escobar, um dos traficantes mais conhecidos do mundo. Os rebeldes que rejeitaram o acordo de paz de 2016 estão entre os principais atores da deterioração da segurança no paÃs, imerso em sua pior crise de violência em uma década à s vésperas das eleições para suceder o presidente esquerdista Gustavo Petro. ✅ Siga o canal de notÃcias internacionais do g1 no WhatsApp VÃdeos em alta no g1 O chamado Estado-Maior Central, liderado pelo comandante guerrilheiro Iván Mordisco, anunciou, em um comunicado, a "suspensão de operações militares ofensivas" de 20 de maio a 10 de junho. A trégua visa dar as "condições de tranquilidade suficientes para que o povo colombiano vá maciçamente à s urnas". Petro tentou sem sucesso negociar com Mordisco como parte de sua polÃtica de "paz total", com a qual quis conseguir o desarmamento de todos os grupos armados do paÃs. Em abril, homens de Mordisco assassinaram 21 pessoas em um atentado com explosivos em uma rodovia do sudoeste do paÃs, o pior ataque contra civis em duas décadas. Depois do desarmamento das Farc, que se tornou partido polÃtico, Petro só mantém negociações atualmente com o poderoso cartel do narcotráfico Clã do Golfo e algumas guerrilhas menores. Em 31 de maio, os principais candidatos são o senador esquerdista Iván Cepeda, que propõe dar continuidade a estes esforços de negociações, e outros que prometem a linha-dura contra o crime, como o advogado milionário Abelardo de la Espriella e a senadora opositora Paloma Valencia. A violência também afeta os candidatos. Em agosto passado, morreu vÃtima de um atentado a tiros em Bogotá o senador Miguel Uribe, que pretendia ser o candidato presidencial do principal partido da oposição. De la Espriella denunciou ameaças de morte e faz seus discursos de campanha protegido por uma estrutura de vidro à prova de balas. Paloma Valencia também revelou mensagens intimidatórias contra ela, o que levou o governo a reforçar sua segurança recentemente. Petro diz haver informação sobre um plano de atentado contra seu aliado, Cepeda, favorito nas pesquisas de intenção de voto. Veja mais: Como guerrilheiros colombianos estão usando TikTok para recrutar crianças VÃdeo mostra resgate de passageiros de avião que caiu na Flórida após 5 horas no mar