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Irã convoca embaixador francês devido à repressão aos protestos estudantis na França

Milhares de estudantes protestam por melhores condições de ensino na França O Irã convocou o embaixador da França em Teerã, Pierre Cochard, para questiona...

Irã convoca embaixador francês devido à repressão aos protestos estudantis na França
Irã convoca embaixador francês devido à repressão aos protestos estudantis na França (Foto: Reprodução)

Milhares de estudantes protestam por melhores condições de ensino na França O Irã convocou o embaixador da França em Teerã, Pierre Cochard, para questionar a violência usada pelas autoridades francesas contra os manifestantes que reivindicam melhores condições nas escolas de ensino médio. A convocação ocorreu nesta terça-feira (6), após vários dias de confrontos entre policiais e estudantes durante os protestos, segundo a imprensa estatal iraniana. O governo do Irã acusou a França de adotar um "tratamento violento" contra os manifestantes e de cometer "violações graves e flagrantes dos direitos humanos" durante os atos, que começaram no fim do mês passado e foram marcados por episódios de violência. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As relações entre França e Irã vêm se deteriorando há meses. Em agosto, os dois países expulsaram diplomatas um do outro. O Irã também registrou uma onda de protestos contra o governo em janeiro. Na época, as autoridades disseram que mais de 3.000 pessoas morreram e atribuíram a violência a "atos terroristas" orquestrados pelos Estados Unidos e por Israel. Organizações não governamentais sediadas no exterior, porém, afirmam que as forças de segurança iranianas abriram fogo contra os manifestantes. Os protestos antigovernamentais que se espalharam pelo Irã, no começo deste ano, foram reprimidos na maior operação do tipo da história recente da República Islâmica. Especialistas da Organização das Nações Unidas afirmaram que pelo menos 24 pessoas foram executadas por crimes relacionados aos protestos de janeiro. Já a Human Rights Watch afirmou que cerca de 50 outras pessoas foram executadas por acusações vagas relacionadas à segurança nacional. Manifestante grita durante um protesto na Place de la République, em Paris, durante dia de manifestações do movimento popular chamado "Vamos Bloquear Tudo", na França, em 10 de setembro de 2025. REUTERS/Abdul Saboor