Libaneses deslocados pela guerra voltam para casa e festejam cessar-fogo; VÍDEO
Libaneses deslocados pela guerra voltam para casa e festejam cessar-fogo Famílias desabrigadas pela guerra no Líbano começaram a retornar para suas casas nes...
Libaneses deslocados pela guerra voltam para casa e festejam cessar-fogo Famílias desabrigadas pela guerra no Líbano começaram a retornar para suas casas nesta sexta-feira (17), um dia após o anúncio de um cessar-fogo nos conflitos entre Israel e o grupo extremista Hezbollah. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Nos subúrbios ao sul da capital, Beirute, alvo de vários ataques aéreos israelenses, em meio ao entulho de vários prédios destruídos, o clima era de festa. "Se Deus quiser, tudo terminará bem. Este cessar-fogo é uma vitória para nós. Houve resiliência por parte dos deslocados, resiliência de toda a população e apoio à resistência (Hezbollah)", afirmou um morador, Iyad Jamal Eddine, à agência de notícias Reuters. Apesar das comemorações, muitos libaneses que saíram de casa e estão acampados pelas ruas de Beirute, no entanto, ainda estão apreensivos em voltar para suas cidades. Têm medo que a frágil trégua não seja respeitada ou prorrogada. Sayyed Akram Atoun, da cidade de Markaba, optou por esperar antes de levar as filhas novamente para casa: "Não voltaremos até que a guerra termine e eles se retirem de todo o território libanês". Fila de carros com famílias voltando ao sul do Líbano REUTERS/Aziz Taher Em Sidon, uma grande cidade no litoral libanês, a rodovia que leva ao sul do país registrou um fluxo intenso de tráfego. Em Qasmiyeh, já no sul do Líbano , uma longa fila de veículos se formou para atravessar uma passagem improvisada sobre o rio Litani, erguida às pressas após o cessar-fogo entrar em vigor, já que Israel destruiu várias pontes durante a guerra, entre elas a da cidade. Na cidade de Nabatieh, no sul do país, em grande parte destruída, alguns moradores que retornavam afirmavam, em tom de desafio, que ficariam. Outros diziam que não havia nada para o que voltar. "Há destruição e é inabitável. Estamos pegando nossas coisas e indo embora novamente. Que Deus nos dê alívio e acabe com tudo isso de vez - não temporariamente - para que possamos retornar às nossas casas e terras", disse Fadel Badreddine, que estava com o filho pequeno e a esposa. Veículos passam por passagem improvisada em Qasmiyeh, Líbano REUTERS/Louisa Gouliamaki ️ Israel vem atacando o Líbano desde março, na esteira da guerra no Oriente Médio e diz alvejar o Hezbollah, que é financiado pelo Irã e voltou a atacar o norte de Israel em retaliação. O Exército libanês não se envolveu diretamente no conflito. Em um comunicado após o anúncio da trégua, o Hezbollah disse que qualquer cessar-fogo deve impedir a presença de soldados israelenses. Mas Netanyahu afirmou que o acordo não prevê a retirada de seus soldados, que ocupam partes do sul do Líbano atualmente, o que pode fazer a trégua ruir. Antes, o grupo terrorista já havia dito que não cumpriria nenhum acordo entre os dois governos. Entenda o cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano Pouco antes do anúncio de Trump, o deputado libanês Hassan Fadlallah, integrante do braço político do Hezbollah, afirmou à agência de notícias Reuters que o cumprimento do cessar-fogo por parte do grupo terrorista dependeria de Israel interromper os ataques que vem fazendo ao Líbano. As relações entre os dois países do Oriente Médio, vizinhos, são estremecidas desde a década de 1970. Israel atacou o sul do Líbano em 1978 e novamente em 1982 para combater ofensivas constantes de milícias pró-Palestina.