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Maduro comparece a tribunal em NY, e juiz determina início de julgamento em 1º de junho de 2027

Homem se manifesta com bandeira da Venezuela em frente a tribunal distrital do sul de Nova York, em 22 de julho de 2026. REUTERS/Angelina Katsanis Um juiz feder...

Maduro comparece a tribunal em NY, e juiz determina início de julgamento em 1º de junho de 2027
Maduro comparece a tribunal em NY, e juiz determina início de julgamento em 1º de junho de 2027 (Foto: Reprodução)

Homem se manifesta com bandeira da Venezuela em frente a tribunal distrital do sul de Nova York, em 22 de julho de 2026. REUTERS/Angelina Katsanis Um juiz federal dos Estados Unidos determinou nesta quarta-feira (22) que o julgamento do ditador deposto da Venezuela Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, começará em 1º de junho de 2027. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A data foi determinada pelo juiz federal encarregado do caso, Alvin Hellerstein, durante audiência no tribunal distrital do sul de Nova York nesta quarta, na qual Maduro, de 63 anos, e Cilia estavam presentes. Eles serão julgados por tráfico de drogas e outras acusações. A decisão de Hellerstein sobre a data do julgamento decorreu de um pedido feito pela promotoria e pela defesa de Maduro em uma carta enviada a ele na terça. Na audiência desta quarta, o advogado de defesa de Maduro, Barry Pollack, voltou a afirmar que pedirá o arquivamento do caso alegando que ele deveria ter imunidade por ser chefe de um Estado soberano. O juiz Hellerstein marcou uma audiência para 17 de novembro para que a defesa apresente uma argumentação sobre isso. Agora no g1 Além disso, a audiência deve se concentrar em outras questões burocráticas sobre o processo criminal. No entanto, ainda não haviam sido divulgado maiores detalhes sobre a audiência desta quarta até a última atualização desta reportagem. A carta enviada ao tribunal na terça dizia também que Maduro poderá apresentar uma segunda rodada de moções legais até 11 de janeiro de 2027, depois que os procuradores entregarem quaisquer provas classificadas para análise da defesa. Maduro e Cilia chegaram ao tribunal por volta das 13h, momentos antes do início da audiência, em um comboio com mais de 10 veículos blindados (veja na foto abaixo). O ex-ditador venezuelano utilizava um uniforme prisional bege quando entrou no tribunal conduzido por agentes de segurança, segundo a agência de notícias Reuters. O casal havia deixado a prisão no Brooklyn horas antes, no início da manhã desta quarta. Comboio de carros blindados em que se acredita que transportava o ditador venezuelano deposto Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em direção ao tribunal distrital do sul de Nova York para audiência em 22 de julho de 2026. REUTERS/Shannon Stapleton Manifestantes pró e contra Maduro compareceram em frente ao tribunal nesta quarta. Uns apareceram com cartazes exigindo a libertação do ditador deposto, enquanto outros carregavam desenhos de Maduro e Cilia presos e com escritas "ditadores". Veja abaixo. Manifestantes pró-Maduro marcam presença em frente a tribunal distrital do sul de Nova York, em 22 de julho de 2026. REUTERS/Heather Khalifa Manifestante contra Maduro exibe cartaz em frente a tribunal distrital do sul de Nova York, em 22 de julho de 2026. REUTERS/Heather Khalifa Julgamento por tráfico de drogas Maduro e Cilia estão detidos nos EUA desde a operação militar e aguardam serem julgados. As forças militares norte-americanas capturaram o casal em Caracas em 3 de janeiro, em uma rápida operação que combinou forças navais, aéreas e terrestres para depor Maduro, que governava a Venezuela desde 2013. O ex-ditador venezuelano enfrenta quatro acusações criminais, entre conspiração para o narcoterrorismo e conspiração para importação de cocaína, e pode enfrentar prisão perpétua se for condenado. Sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, atua como presidente interina desde então e estreitou laços com o governo Trump, que controla efetivamente as exportações do petróleo venezuelano, cuja receita é depositada em contas especiais supervisionadas por Washington. Ditador deposto da Venezuela Nicolás Maduro algemado por agentes do Departamento Antinarcóticos após descer de helicóptero em Nova York em janeiro de 2026, após ser capturado pelos EUA. REUTERS/Adam Gray/File Photo Após uma disputa com Caracas, Washington permitiu, em abril, que a Venezuela pagasse pela defesa jurídica de Maduro e Flores, algo que antes estava proibido pelas sanções americanas. O casal tentou arquivar seus processos ao argumentar que o bloqueio do financiamento violava seu direito, consagrado na Constituição dos EUA, de ter um advogado de sua escolha. Maduro se autodenomina um "prisioneiro de guerra" e se declarou inocente das quatro acusações que enfrenta: conspiração para cometer "narcoterrorismo", conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos explosivos.