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Mauro Vieira diz que argumentos dos EUA para aplicar tarifas ao Brasil ‘não são legítimos’

"Os argumentos sobre tarifas não são legítimos", diz a Mauro Vieira O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que os argumentos apresentado...

Mauro Vieira diz que argumentos dos EUA para aplicar tarifas ao Brasil ‘não são legítimos’
Mauro Vieira diz que argumentos dos EUA para aplicar tarifas ao Brasil ‘não são legítimos’ (Foto: Reprodução)

"Os argumentos sobre tarifas não são legítimos", diz a Mauro Vieira O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para aplicar tarifas contra produtos brasileiros “não são legítimos”. Segundo Vieira, o Brasil já apresentou aos EUA informações para contestar as investigações que podem resultar na aplicação de tarifas ao país. “Demos todas as informações necessárias. O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há porquê sermos objeto de tarifas, porque todos os argumentos apresentados nós provamos que não são legítimos”, disse Vieira, nesta quinta-feira (4). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O ministro afirmou que é interesse do Brasil manter conversas com os EUA após a divulgação dos relatórios finais das investigações relacionadas à Seção 301. Os documentos foram apresentados antes do prazo estabelecido na reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês de maio. “Eu disse que era nosso interesse manter conversas, sobretudo depois do anúncio dos laudos, dos relatórios finais das duas investigações sobre a Seção 301”, afirmou Vieira. Ainda não há uma data para a conclusão das negociações com os Estados Unidos. O presidente Lula confirmou presença na reunião do G7, que acontecerá em Evian, na França, mas ainda não está confirmado se haverá um encontro bilateral entre Lula e Trump para tratar do tema. Uma investigação dos Estados Unidos concluiu que 60 economias, entre elas o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs uma tarifa adicional de 12,5% para o Brasil. PIX, etanol e STF: entenda as críticas dos EUA para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros O governo americano também propôs uma tarifa adicional de 10% para economias que, segundo os EUA, já possuem alguma proibição parcial ou se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. A União Europeia está entre os alvos dessa tarifa. US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil A medida ainda passará por consulta pública antes de ser implementada. O governo americano receberá comentários por escrito até 6 de julho de 2026. No dia seguinte, o USTR realizará audiências públicas para discutir as ações propostas. Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA Jornal Nacional/ Reprodução