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Milei sai em defesa dos jogadores que estenderam faixa sobre as Malvinas: 'Válido e lícito'

Jogadores argentinos levando faixa com referencia às ilhas Malvinas após eliminarem a Inglaterra da Copa do Mundo de 2026. REUTERS/Amanda Perobelli O presiden...

Milei sai em defesa dos jogadores que estenderam faixa sobre as Malvinas: 'Válido e lícito'
Milei sai em defesa dos jogadores que estenderam faixa sobre as Malvinas: 'Válido e lícito' (Foto: Reprodução)

Jogadores argentinos levando faixa com referencia às ilhas Malvinas após eliminarem a Inglaterra da Copa do Mundo de 2026. REUTERS/Amanda Perobelli O presidente da Argentina, Javier Milei, considerou nesta quinta-feira (16) "válido e lícito" que os jogadores da seleção exibissem a faixa "As Malvinas são argentinas" após a vitória sobre a Inglaterra, mas ressaltou que "uma partida de futebol é uma partida de futebol". Os jogadores argentinos estenderam a faixa sobre o gramado em Atlanta, após derrotarem os ingleses por 2 a 1. A vitória colocou a Argentina na final da Copa do Mundo, que será disputada contra Espanha no próximo domingo (19). O gesto provocou um protesto do governo britânico, que pediu à Fifa que investigasse uma possível infração às regras que proíbem mensagens políticas em campo. Multidão em Buenos Aires comemora classificação da Argentina à final da Copa "É um sentimento que está dentro de todos os argentinos e é perfeitamente válido e lícito que eles queiram se expressar e o façam", defendeu Milei em entrevista à rádio El Observador. Milei pediu, no entanto, que o gesto não fosse interpretado como parte da disputa diplomática entre a Argentina e o Reino Unido pelo arquipélago do Atlântico Sul. "Uma partida de futebol é uma partida de futebol", disse Milei, e lembrou que o mesmo havia sido dito, antes do jogo, tanto pelo técnico Lionel Scaloni como por veteranos da guerra travada em 1982 pela soberania das ilhas, na qual 649 argentinos e 255 britânicos morreram. "As Malvinas são argentinas, vamos recuperá-las e faremos isso no plano diplomático", prosseguiu. Na quarta-feira, após a vitória com importante valor simbólico para os argentinos, o presidente havia pedido que o futebol não fosse misturado com a disputa territorial e rejeitou "gestos de patriotismo baratos". Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, criticou nesta quinta a ação dos jogadores: "A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as ilhas definitivamente são".