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Milei sobe o tom contra o Reino Unido e anuncia construção de base naval em meio à disputa pelas Ilhas Malvinas

Trump diz estar reavaliando posição dos EUA sobre as Malvinas O presidente da Argentina, Javier Milei, subiu o tom contra o Reino Unido e anunciou nesta quint...

Milei sobe o tom contra o Reino Unido e anuncia construção de base naval em meio à disputa pelas Ilhas Malvinas
Milei sobe o tom contra o Reino Unido e anuncia construção de base naval em meio à disputa pelas Ilhas Malvinas (Foto: Reprodução)

Trump diz estar reavaliando posição dos EUA sobre as Malvinas O presidente da Argentina, Javier Milei, subiu o tom contra o Reino Unido e anunciou nesta quinta-feira (3) a construção de uma base naval na Terra do Fogo em meio à disputa pelas Ilhas Malvinas. Ele também disse que vai punir empresas que planejam iniciar, nos próximos meses, a exploração de petróleo na região. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O anúncio foi feito durante um pronunciamento em rede nacional. Milei criticou um projeto de exploração petrolífera conhecido como Sea Lion, que deve ser executado pela britânica Rockhopper e pela israelense Navitas em águas ao norte das Malvinas. Durante o pronunciamento, o presidente citou uma resolução da ONU que reconhece a disputa entre Reino Unido e Argentina pelas ilhas. Segundo Milei, a medida estabelece que nenhuma das partes deve adotar ações unilaterais no território, incluindo a exploração de recursos naturais. "Se não agirmos com firmeza e rapidez hoje, em poucos meses eles terão a capacidade material para se apoderar das reservas de petróleo que se encontram sob o nosso mar", afirmou. Milei também afirmou que vai publicar um decreto para iniciar a construção de uma base naval integrada na Terra do Fogo, no extremo sul da Argentina. Segundo ele, a unidade ajudará a fortalecer a presença militar em uma região considerada estratégica para o futuro do país. O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante a sessão de abertura da 144ª legislatura do Congresso Nacional, no prédio do Congresso Nacional REUTERS/Agustin Marcarian Além disso, Milei disse que vai enviar ao Congresso um projeto de lei de defesa nacional. O texto prevê o endurecimento das punições contra empresas ligadas a empreendimentos não autorizados pelo país, principalmente no setor petrolífero, além de medidas para proteger a infraestrutura crítica e reforçar a segurança aeroespacial e marítima da Argentina. Durante o pronunciamento, Milei também citou uma fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que está reavaliando a posição norte-americana sobre a soberania das Ilhas Malvinas. O presidente argentino disse que vai recorrer a medidas diplomáticas e judiciais para manter a segurança nacional do país. "Pedimos àqueles que são amigos da Argentina que não desviem o olhar quando nossa soberania é violada e nossos recursos são levados", afirmou. Disputa Vista aérea de Port Stanley, nas Ilhas Malvinas/Falklands Wikimedia Commons Um dos principais motivos pelos quais a Argentina reivindica a posse é a proximidade: as ilhas ficam a cerca de 600 quilômetros de distância da costa da Patagônia e cerca de 13 mil quilômetros do Reino Unido. Os argentinos argumentam que quem primeiro ocupou as ilhas foram os espanhóis que governavam o Vice-Reino do Rio da Prata – a região que, em 1810, se tornou independente da metrópole da Espanha para virar a Argentina. Na década de 1820, já independente da Espanha, a Argentina enviou autoridades para tomar posse das ilhas. Em 1829, nomeou um governador para as Malvinas. Quatro anos mais tarde, em 1833, os ingleses expulsaram as autoridades argentinas das ilhas. O Reino Unido afirma, no entanto, que sua reivindicação é de 1765, anterior à década de 1820, e que enviou um navio de guerra para as ilhas em 1833 para expulsar as forças argentinas que tinham tentado tomar posse das ilhas. Quase 150 anos depois, em abril de 1982, sob a ditadura, os argentinos lançaram a Operação Rosário, ou seja, a tentativa de recuperar as ilhas com forças militares. Esse foi o começo da Guerra das Malvinas. O conflito foi vencido pelos ingleses dois meses depois. No total, morreram: 649 soldados argentinos; 255 soldados britânicos; 3 moradores da ilha; Anos depois da guerra, em 2013, os moradores das Malvinas votaram em um plebiscito para decidir o destino da ilha, e optaram por permanecer como um território ultramarino do Reino Unido.