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Suprema Corte dos EUA autoriza governo Trump a retomar checagem em massa de cidadania de eleitores

Avião dos EUA que participou da captura de Nicolás Maduro estava em Campo Grande A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou nesta sexta-feira (25) que o gov...

Suprema Corte dos EUA autoriza governo Trump a retomar checagem em massa de cidadania de eleitores
Suprema Corte dos EUA autoriza governo Trump a retomar checagem em massa de cidadania de eleitores (Foto: Reprodução)

Avião dos EUA que participou da captura de Nicolás Maduro estava em Campo Grande A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou nesta sexta-feira (25) que o governo do presidente Donald Trump retome o uso de um banco de dados federal para verificar a cidadania de pessoas registradas para votar. A decisão permite que autoridades estaduais cruzem listas de eleitores com registros federais usando, entre outras informações, os números do seguro social. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O governo afirma que a medida busca identificar pessoas que não são cidadãs americanas e estão registradas para votar. Os ministros acataram ao pedido do departamento de Justiça para suspender a decisão de uma juíza federal que havia proibido os estados de usar os número da seguridade social e outras informações para conferir a cidadania dos eleitores. Grupos de defesa do direito ao voto afirmam que o sistema pode cometer erros e retirar cidadãos aptos a votar das listas eleitorais. A decisão ocorre antes das eleições legislativas de novembro - as midterms- , quando os republicanos tentarão manter o controle do Congresso. Nos Estados Unidos, os estados são os principais responsáveis pela organização e pela realização das eleições. LEIA TAMBÉM Em carta a Rubio, 31 congressistas dos EUA acusam governo Trump de tentar interferir na eleição no Brasil Em derrota para Trump, Suprema Corte barra plano do governo para restringir voto pelo correio nas eleições de novembro Nos EUA, Lula diz que Trump 'age como imperador' e que avalia como aplicar reciprocidade se negociação do tarifaço não avançar Sistema foi alterado pelo governo Trump O banco de dados é conhecido como SAVE, sigla em inglês para Sistema de Verificação Sistemática de Estrangeiros para Benefícios. O sistema é administrado pelo Departamento de Segurança Interna e é usado para verificar a cidadania e a situação migratória de pessoas. No ano passado, o governo Trump alterou o funcionamento do banco de dados. A nova versão permite consultar vários registros de uma vez e fazer buscas usando números do Seguro Social. Desde então, alguns estados governados por republicanos passaram a comparar suas listas de eleitores com os dados do sistema. Em alguns casos, registros de pessoas identificadas como possíveis não cidadãs foram cancelados. Suprema Corte dos Estados Unidos. Evelyn Hockstein / Reuters Grupos questionam precisão As organizações que processaram o governo afirmam que o sistema pode identificar cidadãos americanos como não cidadãos. Segundo os grupos, isso pode acontecer porque alguns dados estão desatualizados. Imigrantes que obtiveram a cidadania americana, por exemplo, podem continuar registrados como não cidadãos. A taxa geral de erros do sistema não é conhecida. O Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Justiça não informaram o número quando questionados pela Reuters. Os grupos citaram o caso do condado de Travis, no Texas. Segundo um funcionário eleitoral, 25% das pessoas identificadas pelo sistema como possíveis não cidadãs já haviam comprovado que eram cidadãs americanas. Também foram citadas reportagens segundo as quais pelo menos 81% das respostas do sistema no condado de St. Louis, no Missouri, estavam erradas. Caso chegou à Suprema Corte A Liga das Mulheres Eleitoras e o Electronic Privacy Information Center, grupo de defesa da privacidade, processaram o governo Trump em setembro de 2025. As organizações afirmaram que as mudanças no sistema violavam leis federais de privacidade e outras normas. Em junho, a juíza federal Sparkle Sooknanan, de Washington, determinou a suspensão do sistema. Ela afirmou que o banco de dados havia sido montado de forma inadequada e continha informações pouco confiáveis sobre a cidadania. O governo recorreu. Em 4 de setembro, um tribunal federal de apelações de Washington decidiu, por 2 votos a 1, manter a decisão da juíza. O Departamento de Justiça então recorreu à Suprema Corte. Na ação, os advogados do governo classificaram a decisão como "indefensável" e disseram que ela ameaçava a integridade das eleições de novembro. O Texas, que entrou no processo em apoio ao governo federal, contestou as críticas à confiabilidade do sistema. LEIA TAMBÉM Trump promete R$ 25 mil por adulto se republicanos vencerem eleição em novembro Governo Trump pede que quatro estados chequem se não há estrangeiros nas listas eleitorais EUA revogaram mais de 600 vistos em ofensiva contra 'turismo de nascimento', diz Rubio Quatro estados já usam o sistema Por causa de outro processo judicial na Flórida, o governo Trump já podia continuar usando a versão modificada do SAVE em Flórida, Iowa, Indiana e Ohio. Os quatro estados são governados por republicanos. A decisão desta sexta-feira permite que o governo continue usando o sistema enquanto a disputa judicial prossegue.