cover
Tocando Agora:

Sala de Bate-Papo

Trump sobre vistos para a Copa do Mundo: 'Trabalhando pra garantir que as pessoas certas entrem'

Time de Senegal é revistado ainda na pista ao chegar nos EUA; jornalista relata abordagem O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu as críticas s...

Trump sobre vistos para a Copa do Mundo: 'Trabalhando pra garantir que as pessoas certas entrem'
Trump sobre vistos para a Copa do Mundo: 'Trabalhando pra garantir que as pessoas certas entrem' (Foto: Reprodução)

Time de Senegal é revistado ainda na pista ao chegar nos EUA; jornalista relata abordagem O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu as críticas sobre os efeitos de suas duras políticas de imigração no acesso de turistas e delegações na Copa do Mundo nesta quarta-feira (10). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O republicano, que sancionou um projeto de lei que garante US$ 70 bilhões de financiamento para ajudar na fiscalização e deportação de imigrantes, direcionados ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e à Patrulha da Fronteira dos EUA (CBP), afirmou: "Estamos trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem". O presidente dos EUA, Donald Trump, exibe o Ato de Segurança da América após assiná-lo no Salão Oval da Casa Branca REUTERS/Evan Vucci A declaração vem pouco depois que a ONU se pronunciou pedindo que os EUA reconsiderarem suas práticas de controle da entrada de estrangeiros durante a competição. Em declaração dada a repórteres, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, criticou o governo de Donald Trump depois que torcedores, um árbitro somali da Fifa e dirigentes de equipes foram impedidos de entrar no país para a competição, e pediu mudanças: "Espero sinceramente que repesem profundamente sobre a forma como as medidas de controle da imigração afetam os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente às vésperas da Copa do Mundo, sejam revistas políticas que, infelizmente, temos visto prevalecer, sobretudo nos Estados Unidos". LEIA TAMBÉM: SANDRA COHEN: Política restritiva de vistos patrocinada por Trump afasta turistas da Copa e abala setor hoteleiro nos EUA Impedido de entrar nos Estados Unidos, árbitro retorna à Somália e é recebido como herói Às vésperas da Copa, política de imigração dos EUA provoca incerteza e temor entre torcedores e profissionais do mundo todo EUA recebem seleções com revista rigorosa; México, com música e dança As demonstrações da dura política imigratória do governo de Donald Trump durante a Copa do Mundo já começaram, com revistas a seleções e vistos negados. No vizinho México, de outro lado, a recepção tem sido no tom inverso, com festa e torcida. Na segunda-feira (8), ao chegar nos Estados Unidos, a seleção do Senegal foi submetida a uma revista na pista do aeroporto de Raleigh, na Carolina do Norte. Os jogadores e membros da delegação foram revistados, um a um, com detectores de metal e inspeção de bagagem (veja no vídeo acima). No início da tarde desta terça (9), a seleção senegalesa esclareceu em um comunicado que a vistoria ocorreu antes do embarque, ao pé do avião, justamente para que a seleção pudesse pegar o voo sem ter que transitar pelas zonas habituais do terminal e pelas salas de embarque. "Esta disposição visava essencialmente otimizar o tempo de viagem da delegação e facilitar o seu embarque a bordo do voo privado", afirma o comunicado. O jogador belga Kevin de Bruyne é revistado na chegada da seleção da Bélgica aos Estados Unidos, em Chicago, em 9 de junho de 2026. Reprodução/ Redes sociais O caso de Senegal, que viralizou nas redes, não foi o único até agora. A seleção da Bélgica também foi submetida a uma revista com detectores de metal até na sola do sapato na chegada a Chicago nesta terça-feira (9). veja abaixo. Também na segunda-feira, o árbitro da Somália Omar Artan, escalado para trabalhar na Copa do Mundo de futebol, teve sua entrada nos Estados Unidos negada pelo governo Trump, após horas de interrogatório ao chegar em território norte-americano. Artan, que seria o primeiro somaliano a apitar uma partida de Copa do Mundo, tinha visto válido, segundo a Federação da Somália. Seleção e delegação do Uzbequistão espera na porta de ônibus ao desembarcar em Nova York para disputar amistoso contra Holanda, em 8 de junho de 2026. Reprodução/ Redes sociais Já a seleção do Uzbequistão foi recepcionada em Chicago com cães farejadores ao desembarcar para um amistoso contra a Holanda, também na segunda-feira. A delegação do país se queixou após o episódio e denunciou ter tido todas as suas bagagens revistadas e esperado por horas de pé sob o sol forte para a liberação. O técnico da seleção do Uzbequistão, Fabio Cannavaro, criticou a revista e, à imprensa norte-americana, disse que "foi a primeira fez na vida que passei por isso", afirmou. México recebe com festa Em contraponto aos EUA, México "abre as portas" para a Copa do Mundo Já no México, as primeiras recepções tiveram o enredo oposto. A seleção da Espanha foi recebida com bandas de música, dança e bandeiras ao desembarcar na segunda-feira na cidade de Puebla, onde disputou um amistoso contra o Peru na noite de segunda. Em uma publicação em suas redes sociais, o canal da seleção espanhola de futebol agradeceu a recepção. "Obrigada pela recepção tão especial, amigos", disse a publicação (veja abaixo). Seleção espanhola é recebida com festa no México Endurecimento da política migratória Agora no g1 Além de ter endurecido a política migratória dos Estados Unidos desde que tomou o poder, no início do ano passado, o governo de Donald Trump também adotou medidas ainda mais rígidas por conta da Copa do Mundo de 2026. Uma delas foi a expansão dos decretos de restrição de vistos e viagens de 19 para 39 países. Nações como Haiti, Irã, Somália, Sudão e Mali sofrem com suspensões parciais ou totais na emissão de vistos de turismo de curta permanência. Washington também ampliou o leque de cidadãos estrangeiros que teriam de pagar um valor caução para adquirir o visto para entrar no país, no intuito de evitar que torcedores e membros de delegações permaneçam nos Estados Unidos de forma ilegal após a Copa. Cidadãos de cerca de 50 países considerados "de risco" foram obrigados a postar depósitos reembolsáveis de US$ 5.000, US$ 10.000 ou US$ 15.000 para conseguirem o visto.